quinta-feira, 4 de julho de 2013

Eu li: Como a Geração Sexo-Drogas-e-Rock’n’Roll Salvou Hollywood



Desculpe por ficar tanto tempo sem postar – estou sem acesso à internet durante o dia e, a noite, no tempo que tenho, mal dá pra ler e responder e-mails. Acho que ainda vão demorar umas duas semanas até tudo voltar ao normal, mas vou tentar não demorar taaaaanto assim entre uma postagem e outra.

Segunda feira terminam as inscrições para o sorteio – se vc ainda não se inscreveu, corre que ainda dá tempo; se já se inscreveu, mas quer ter mais chances de ganhar, vai lá e faz uma (ou várias) chance extra!

Estou estudando pra concurso já faz algum tempo, o que diminui horrores meu tempo para ler coisas que não sejam relacionadas às matérias que caem nas provas.

Comecei a ler “Como a Geração Sexo-Drogas-e-Rock’n’Roll Salvou Hollywood”, do autor Peter Biskind já fazem alguns meses, mas na rotina atribulada tive que deixar a leitura de lado durante alguns períodos. Triste, mas as vezes necessário.

 
Só pra situar vocês, a descrição do livro conforme a aba:

Coppola, Scorsese, Lucas, Spielberg, Hopper, Bogdanovich, Altman – eles fazem parte da geração de cineastas que reescreveu o script da Hollywood dos anos 70, com filmes memoráveis como Bonnie e Clyde, Sem Destino, O Poderoso Chefão, A Última Sessão de Cinema e Taxi Driver, que se tornaram clássicos modernos.
Neste livro, Peter Biskind recria essa “década dos diretores”, um dos períodos mais excitantes da história do cinema, que tem início com o lançamento de Sem Destino, no final da década de 60, e termina com Touro Indomável e uma Beverly Hills marcada pelo consumo da cocaína, já no anos 80. Fundamentado em centenas de entrevistas com diretores, produtores, estrelas, agentes, roteiristas, executivos dos estúdios, esposas, ex-esposas e namoradas, este é o relato mais completo sobre aquele universo comandado por jovens diretores em ascensão. Nunca tantas celebridades falaram com tanta franqueza umas sobre as outras ou sobre drogas, sexo e dinheiro, que levaram muitas ao fundo do poço – de onde jamais voltaram.
Construído com a inteligência de um filme de Robert Altman, e escrito com talento, ousadia e uma honestidade impiedosa, Como a Geração Sexo-Drogas-e-Rock’n’Roll Salvou Hollywood revela a história secreta da era mais criativa de Hollywood desde o apogeu dos grandes estúdios.

Os capítulos do livro estão divididos cronologicamente, do ano de 1967 ao início dos anos 90, mostrando a ascensão – e na grande maioria dos casos a queda – da maior parte dos grandes diretores do cinema norte-americano, que fizeram filmes maravilhosos em uma época onde quem dirigia era quem tinha maior controle sobre as obras.

Como a descrição já diz, esse período considerado como a Era de Ouro do Cinema de Diretor teve como precursor o hoje clássico Bonnie & Clyde – filme que nenhum estúdio queria, que ninguém da indústria levou muito a sério até ser lançado e virar um sucesso estrondoso para os padrões da época, abrindo caminho pra muitos filmes de autor, que contestavam o sistema e incentivavam as pessoas a pensarem diferente, despertando as mais diversas emoções.

O livro cita vários desses filmes, as pessoas envolvidas (entre diretores, produtores, grandes estrelas, executivos de estúdios e roteiristas), mostrando como tudo foi possível e todas as dificuldades envolvidas em cada projeto.


 Alguns dos personagens fascinantes mostrados no livro são: Warren Beatty, ator e produtor de Bonnie & Clyde; Robert Towne, um dos maiores (senão o maior) roteirista da época, tendo em seu currículo além do já citado Bonnie & Clyde, o cultuado Chinatown – teve, no final do período, uma tentativa fracassada de carreira de diretor; Pauline Kael, influente crítica de cinema da revista The New Yorker, que com seus artigos bem escritos e preferência clara por filmes autorais, ajudou a criar e destruir grandes carreiras do cinema, tendo influência direta nas bilheterias; Dennis Hopper, diretor maluco, responsável por Easy Rider – Sem Destilo; Francis Ford Coppola, que dispensa apresentações;  George Lucas, o gênio por trás da franquia Star Wars; Martin Scorsese, diretor de Taxi Driver, entre outros clássicos; Steven Spielberg, que ganhou popularidade com Tubarão e tem seu nome fortemente associado ao conceito de BlockBuster; entre muitos outros...

Enquanto alterna entre a história de cada personagem e de cada filme que marcaram essa época, o autor também nos mostra como os estúdios funcionavam e como era a mentalidade da juventude da época – quando a AIDS ainda não era uma grande preocupação e a felicidade era buscada dentro de uma garrafa ou numa carreira de cocaína. Poucos diretores sobreviveram à essa época de excessos – tanto de sexo e drogas quanto de orçamentos e egos que não paravam de crescer.

Para quem ama cinema é um livro essencial, já que ajuda a entender por que hoje em dia não se vê tantos filmes autorais e únicos e os diretores, com algumas poucas exceções, não costumam receber tanto destaque (todo mundo sabe quem é o Brad Pitt, mas quantos conhecem o David Fincher?). Para quem não é tão fanático por filmes e pela maneira como eles são feitos, muitas vezes pode ser bastante confuso: são muitos personagens diferentes, muitos filmes e épocas – se vc já não conhece previamente quem são pelo menos parte das pessoas e títulos citados, fica fácil se perder.

 
O título original do livro é Easy Riders, Raging Bulls: How the sex-drugd-and-rock’n’roll generation saved Hollywood (em referência aos filmes que marcaram o início e o fim do período retratado), e a edição que eu li foi a da Intrínseca, com tradução de Ana Maria Bahiana, de 2009.

Alguém mais já leu? Gostam dessa época do cinema americano?
E o que acharam da minha resenha? Adoraria dicas, sugestões, puxões de orelha...

5 comentários:

Vanessa Meiser disse...

Desde o lançamento que eu sou doida pra ler este livro, e sério, todo mundo fala bem!!!!

Beijão, Vanessa - Blog do Balaio
balaiodelivros.blogspot.com.br

Ana Chamilete disse...

Geeente, quero ler *-*
Um beijão e até mais.

www.queridaga.com

Natali Araujo disse...

e o resultado do sorteio?

Mery - Coqueluxos disse...

Adorei a dica do livro... deu vontade de ler!!! Bjokas

Esmalte Chic disse...

não conhecia
boa tarde!!

bjim
http://esmaltechic.blogspot.com