quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Tela Grande: Woody Allen, um documentário

Como fã do Woody Allen, estava faz tempo de olho na programação do Max procurando um horário viável para assistí-lo. Com esse calor insuportável que ta fazendo aqui no Sul (39º - sensação térmica beirando os 50º), nenhum programa me pareceu melhor do que assistí-lo deitadinha no ar condicionado.

Woody Allen - Um documentário é um filme de 2011, dirigido por Robert B. Weide. Ele trás depoimentos de vários artistas que trabalharam com o Woody, além dele próprio, com referência a diversos momentos importantes na extensa filmografia e também na vida atribulada do diretor. Existem pessoas que amam seus filmes, outras que odeiam, mas muuuuito poucas que ficam indiferentes.

Achei um documentário bem completo, levando em consideração a extensa obra do diretor e os milhares de atores que já trabalharam com ele. O que mais faz falta no filme são depoimentos da sua ex-esposa e estrela de seus vários filmes Mia Farrow - mas isso já era de esperar, já que falar bem de alguém que te traiu e te largou pela tua filha adotiva, que esse alguém ajudou a criar não é algo muito provável.

Dentre os muitos artistas que deram seus depoimentos para o documentário, estão, Diane Keaton, que participou de quase todas as primeiras comédias do diretor, como "O Dorminhoco" (The Sleeper) e, principalmente "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa" (Annie Hall), o primeiro grande sucesso e Sean Penn, que participou do filme "Poucas e Boas" (Sweet and Lowdown), um dos meus preferidos. Entre os que participaram de seus filmes mais recentes, temos Scarlet Johansson - que fez Match Point, primeiro filme gravado fora de NYC e Vicky Cristina Barcelona, que a meu ver foi um filme bem meia boca - e Larry David - roteirista de Seinfeld, que fez o protagonista do filme "Tudo pode dar certo" (Whatever Works), entre muitos outros, claro.


Outro que dá depoimentos é Martin Scorcese... que, quem dirigia, aparentemente é fã do Woody Allen.

Pra mim a parte mais interessante ainda é o início do filme, que fala da infância do diretor e o que levou ele a ser a pessoa que é hoje. Ele próprio conta que era uma criança feliz até por volta dos 5 anos, quando ficou sabendo da morte - tema presente na maioria dos seus filmes -, e depois disso se tornou a pessoa neurótica que todos conhecemos, já que ele não cansa de interpretar diferentes facetas dele em seus filmes.

A mãe de Woody também participa, confessando que talvez tenha sido dura demais com ele, o que contribuiu para ele se tornar uma pessoa meio amarga.

Quando questionado porque fazia tantos filmes, sua reposta é direta: quanto mais filmes fazer, maior é a chance de as vezes um deles ser muito bom.

Pra quem ficou interessado, trailer:


Um comentário:

Ana Carolina disse...

Nunca tinha ouvido falar, mas fiquei curiosa para ver haha

Beijoos!
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